Rede de atendimento da Patrulha Maria da Penha recebe capacitação em Marituba

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Visando formar e capacitar integrantes da Patrulha Maria da Penha, o Tribunal de Justiça do Estado do Pará (TJE-PA) realizou, nesta terça e quarta-feira (26 e 27), em Marituba, um treinamento com guardas municipais, assistentes sociais e profissionais de saúde do município que formam a rede de atendimento da Patrulha Maria da Penha.

Formação e capacitação da rede de atendimento Patrulha Maria da Penha

A formação e aperfeiçoamento da Patrulha Maria da Penha foi ministrada pelo psicólogo do TJE, Rafael Falcão, que comentou sobre as principais informações e implicações sobre a Lei Maria da Penha fazendo com que os agentes envolvidos na Patrulha entendam as questões de gênero, feminicídio e outras formas de violência contra a mulher.

“A Patrulha Maria da Penha visa proteger a mulher do risco de morte por isso éimportante que se conheçam bem sobre esta temática para atuar na prevenção da violência contra a mulher”, disse.

A Patrulha Maria da Penha funciona desde 2015 em Belém e já está presente em 11 municípios do estado. O objetivo é fiscalizar o cumprimento das medidas protetivas deferidas por juízes e juízas das Varas de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, especialmente nas situações cuja fiscalização é considerada indispensável.

Major Erika Costa

Segundo a comandante da Patrulha Maria da Penha, Major Erika Costa, é necessário que toda a rede de atendimento da Patrulha Maria da Penha tenha em mente as questões que envolvem a vítima de agressão para a realização de um atendimento humanizado e não revitimizador.

“Dentro de um total de 800 ocorrências realizadas, apenas 13 foram conduzidas para uma delegacia. São nesses dados que a gente precisa trabalhar, precisamos fazer com que o agressor seja responsabilizado”, comentou.

“É estatisticamente comprovado que na maioria das vezes o homem é quem agride a mulher, geralmente tendo essa agressão relacionada ao poder que ele sente sobre a mulher por outro lado o vínculo afetivo e até financeiro que esta mulher pode ter com este agressor pode fazer com que ela não queira fazer ocorrência. Daí a necessidade de um a humanizado”, completou

O curso contou com a presença de mais de 50 profissionais da rede de atendimento da lei Patrulha Maria da Penha promovendo a discursão critica de questões relativas a violência contra a mulher.

Da Redação Comus

Fotos: Ary Brito

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