Marituba sediou, nesta segunda-feira (16), a abertura das oficinas da Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente (OBSMA), iniciativa da Fundação Oswaldo Cruz que busca estimular a produção científica nas escolas e promover a reflexão sobre os desafios ambientais contemporâneos.
Com o tema “Marituba Sustentável: educação, ciência e saúde para transformar o futuro”, o evento reuniu gestores, professores, estudantes e representantes de diversas secretarias municipais, uma vez que o evento tem caráter interdisciplinar.
A programação inclui oficinas formativas voltadas à elaboração de projetos científicos, produção de textos e desenvolvimento de práticas pedagógicas investigativas, fortalecendo o papel da escola como espaço de construção do conhecimento e transformação social.

Durante a abertura, a representante da OBSMA na região Norte, Rita Bacuri, destacou a importância da integração entre diferentes áreas para enfrentar os desafios ambientais da atualidade. “A Olimpíada perpassa todas as áreas do conhecimento. O verdadeiro propósito é justamente unir essas diferentes áreas — educação, saúde, meio ambiente — para discutir soluções. Vivemos hoje as consequências de um passado de negligência com a natureza, e esse é um alerta. Por isso, é fundamental envolvermos escolas, professores e gestores nesse debate e na construção de um futuro mais sustentável”, disse.

A secretária municipal de Educação, Adriana Queiroz, também ressaltou o impacto da iniciativa na formação educacional e no futuro dos estudantes do município. “Investir na formação dos nossos professores é investir diretamente no futuro das nossas crianças e dos nossos jovens. A OBSMA conecta educação, ciência, saúde e consciência ambiental, fortalecendo o compromisso com uma educação transformadora”, afirmou
Um dos destaques da programação foi a palestra magna da professora doutora Angela Cristina Junqueira, pesquisadora da Fiocruz, que abordou o tema “Açaí saudável: educação em saúde, território e proteção da vida”, com ênfase nos riscos de doenças parasitárias, como a Doença de Chagas, na região amazônica.

“Não é o açaí o problema, e sim o manejo inadequado. O branqueamento é o que elimina o parasita. Por isso, precisamos mudar comportamentos e fortalecer a educação em saúde.”
A pesquisadora também chamou atenção para o cenário epidemiológico da região, destacando que o Pará está entre os estados com maior número de notificações da doença, e reforçou o papel da educação como ferramenta essencial de transformação social.
“A mudança vai vir da base. É na escola, com professores e estudantes, que conseguimos construir uma nova consciência e prevenir doenças.”
O evento, realizado pela Prefeitura de Marituba, por meio da Secretaria Municipal de Educação, segue até o dia 19 de março, com atividades formativas e práticas que devem impactar diretamente o trabalho pedagógico nas escolas do município na escola Construindo Cidadania.
Secretaria de Comunicação Municipal
Fotos: Ary Brito




