A Prefeitura de Marituba, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), realizou nesta quarta-feira (17), no auditório do bairro Nova Marituba, uma oficina de implantação do teste de autocoleta de DNA-HPV oncogênico, nova estratégia voltada à prevenção e ao diagnóstico precoce do câncer do colo do útero. O município é o primeiro do Pará a iniciar a implementação da autocoleta dentro do programa de rastreamento organizado da doença.
A programação contou com a apresentação do cenário do câncer do colo do útero no Pará e em Marituba, com dados epidemiológicos apresentados pela enfermeira Michelle Monteiro, da coordenação estadual de oncologia sobre a importância do rastreamento organizado para o enfrentamento da doença.

O encontro reuniu profissionais da rede municipal de saúde, representantes da Coordenação Estadual de Oncologia e equipes que atuam diretamente no cuidado às mulheres e pessoas com útero. Durante a programação, foram apresentadas as etapas de implantação do novo método, os fluxos de atendimento e as orientações sobre a realização da autocoleta.
O teste molecular de DNA-HPV permite identificar precocemente a presença dos tipos de HPV associados ao desenvolvimento do câncer do colo do útero, possibilitando o acompanhamento e tratamento antes do surgimento de lesões. A estratégia representa uma mudança no rastreamento, ao permitir a identificação do vírus antes que alterações mais graves sejam desenvolvidas.

Para a coordenadora da Saúde da Mulher, Luana Barbosa, a implantação do teste representa um avanço na prevenção e no cuidado com a saúde das mulheres. “A autocoleta percite que a doença seja descoberta o mais precocemente possível, para que essa mulher nem chegue a adoecer, nem chegue a desenvolver o câncer”, destacou.
Nesta primeira fase, a autocoleta será ofertada prioritariamente a pessoas em situação de maior vulnerabilidade, como usuários acompanhados pelo SAI/CTA e parte da população LGBTQIAPN+, ampliando o acesso ao rastreamento e reduzindo barreiras para a realização do exame. A coleta será feita pela própria pessoa, com orientação dos profissionais de saúde.

Para Mauro Correia Lima, da Coordenação de Saúde LGBTQIAPN+, a estratégia pode facilitar o acesso da população LGBTQIAPN+ ao rastreamento, especialmente diante das barreiras que ainda afastam parte desse público dos serviços de saúde. “A população LGBT de Marituba tem muita resistência em comparecer aos postos de saúde, justamente por causa do preconceito. O autoteste vai facilitar para que o próprio usuário vá até o posto e faça o auto-exame, sem precisar passar por barreiras.”
Segundo Mauro, outro ponto importante é ampliar a conscientização sobre a necessidade do rastreamento entre pessoas que possuem colo do útero, independentemente da orientação sexual.
A expectativa é que a implantação do DNA-HPV contribua para ampliar o diagnóstico precoce e reduzir os casos e a mortalidade por câncer do colo do útero nos próximos anos.
Secretaria de Comunicação de Marituba
Fotos: Ary Brito




