Com aulas gratuitas de corte e costura, realizadas na sede da Secretaria Municipal Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Turismo, Trabalho, Emprego e Renda (SEDETER), o projeto “Mãos que Transformam” tem qualificado moradores de comunidades locais para atuar profissionalmente no setor de vestuário. A iniciativa, viabilizada por meio de edital da prefeitura, atende atualmente 57 mulheres e 3 homens divididos em dois turnos.

“Projetos como o Mãos que Transformam são exemplos concretos de como o poder público, quando se aproxima da comunidade, consegue gerar impacto real na vida das pessoas. Nosso objetivo na Sedeter é exatamente esse: criar oportunidades, promover a qualificação profissional e estimular o empreendedorismo local. Ao investir na capacitação de mulheres e homens da nossa comunidade, estamos também fortalecendo a economia criativa, o setor de moda sustentável “, destacou o titular da Sedeter, Fernando Braun.
Além da capacitação técnica, o projeto tem promovido impacto social e emocional na vida dos participantes. “Aqui, acolhemos histórias, dores e esperanças. Muitas alunas chegam em situação de vulnerabilidade e saem com uma nova perspectiva de futuro”, afirma Leila Cavalcante.
O curso é ministrado pela modelista sênior Cristiane Albuquerque, que utiliza métodos autorais para facilitar o aprendizado da modelagem, corte, montagem e costura. “No final, os alunos saem com conhecimento técnico e prontos para atuar no mercado, seja como autônomos ou em confecções”, explica a professora.

A formação prevê a produção de peças completas, como blusas, calças, vestidos, biquínis e uniformes. Ao fim da primeira turma, será realizado um desfile para apresentação dos trabalhos. Todos os formandos receberão certificado emitido pela empresa Evolution.
Para a aluna Claudia Maia, de 44 anos, o curso representou mais que aprendizado: foi uma forma de superação. “Depois de uma perda pessoal, entrei em depressão. Hoje, não faço mais terapia porque vir para cá me cura. Aqui eu esqueço dos problemas”, relatou.

Com alta procura, o projeto já prepara uma nova turma e pretende ampliar o atendimento a mais comunidades nos próximos meses. “Criamos um ambiente de afeto e respeito, onde cada um se sente parte de algo maior. A formação é completa”, destaca Leila Cavalcante.

Segundo a coordenadora, uma costureira que se destaca pode ganhar mais de R$ 5 mil por mês. “E essa é a transformação real que buscamos: fazer com que uma dona de casa se torne uma empreendedora, que atenda sua clientela, monte seu ateliê e viva com dignidade do próprio talento. A costura, aqui, é mais que linha e tecido. É remédio, esperança, reconexão com o propósito de viver. E isso é só o começo”, concluiu a coordenadora.
Secretaria de Comunicação de Marituba
Fotos: Ary Brito




