No dia 21 de março é celebrado o Dia Internacional da Síndrome de Down. A data foi escolhida para representar a trissomia do 21, condição genética caracterizada pela presença de um cromossomo extra. Instituída oficialmente pela ONU em 2012, a data tem como objetivo promover a inclusão, combater o estigma e ampliar a visibilidade das pessoas com síndrome de Down na sociedade.

A educação inclusiva é uma das principais ferramentas para garantir qualidade de vida e autonomia a essas pessoas. Em Marituba, as escolas municipais possuem as Salas de Atendimento Educacional Especializado (AEE), que proporcionam suporte pedagógico individualizado. Além disso, o Centro de Atendimento Educacional Especializado (CAEE) atua como um espaço fundamental para o desenvolvimento dessas crianças e jovens, oferecendo serviços que vão além da sala de aula.
A gestora do CAEE, Marta Oliveira, explica que o trabalho realizado no centro envolve serviços terapêuticos, como psicologia, fonoaudiologia, fisioterapia e atendimento pedagógico itinerante para aqueles que não conseguem frequentar presencialmente. “Nosso objetivo é garantir que cada aluno alcance funcionalidade e qualidade de vida através de um atendimento integral”, afirma Marta.

O impacto desse atendimento pode ser visto na história de Geovana Silva, de 21 anos, que frequenta o CAEE há três anos. Sua mãe, Glauce da Silva, destaca a evolução da filha: “Antes, ela era muito quieta e não interagia. Agora, conversa com todos, participa das atividades e até faz apresentações. A felicidade dela aqui é visível”. Além das sessões com a psicóloga no CAEE, Geovana também recebe apoio do AEE na escola Parque das Palmeiras.
A Música Como Caminho para a Inclusão
A cultura também desempenha um papel essencial na inclusão das pessoas com síndrome de Down. A Banda Inclusiva, composta por jovens com deficiência, é um exemplo de como a música pode transformar vidas.

Antônia Amorim, mãe de Paulo Sousa, 40 anos, um dos integrantes, relata a mudança na vida do filho desde que ele ingressou na banda. “Ele sempre gostou de música e entrar na banda foi um sonho realizado. Antes, ele era muito fechado e vivia doente. Hoje, é feliz, interage e tem mais autoestima”, conta emocionada.
A Banda Inclusiva é um projeto social que nasceu em 1998, em Marituba, tendo como ferramenta de inclusão social a música. Criada pelo professor Sebastião Resque, a banda tem como objetivo desenvolver a prática musical inclusiva para auxiliar no ensino-aprendizagem das pessoas com deficiência, promovendo autonomia e autoestima.
Atualmente, a Banda Inclusiva conta com 40 componentes que se apresentam em diversos eventos, promovendo a inclusão e resgatando a valorização da união e do respeito à diversidade. O projeto recebe apoio da Prefeitura de Marituba, que incentiva suas apresentações e iniciativas.
III Caminhada Down

Para reforçar a luta pela inclusão, o Conselho da Pessoa com Deficiência promoveu, na última quinta-feira (20), a 3ª Caminhada Down, um evento que busca sensibilizar a sociedade sobre a importância de uma rede de apoio forte e atuante. Margarete Resch, conselheira da pessoa com deficiência, destaca que a caminhada é um momento de unificação: “Todos podemos ser rede de apoio. A inclusão é um dever coletivo”. O evento também contou o apoio da prefeitura de Marituba, reforçando o compromisso público com a causa.
Da Redação Secom
Fotos: Rafael Victor




