A prefeitura de Marituba realizou, na manhã desta segunda-feira (1º), a abertura oficial da campanha 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres, que neste ano traz o tema “Mulheres Livres, Vidas Seguras: Compromisso de Todos”. O evento, realizado na Câmara Municipal, reuniu representantes da gestão municipal, do Ministério Público, do Judiciário e da sociedade civil, reforçando a união de forças para fortalecer a rede de proteção às mulheres do município.
Ao longo da programação, o público acompanhou a apresentação das principais políticas públicas implementadas pela gestão da prefeita Patrícia Alencar, que transformaram Marituba em referência estadual no enfrentamento à violência contra a mulher.
Entre os avanços destacados estão a criação do primeiro Conselho Municipal dos Direitos da Mulher, a implantação da Secretaria Especial da Mulher (SEMU) e a adoção de medidas pioneiras, como a regra que impede agressores de mulheres de contratar ou manter qualquer vínculo com o poder público municipal
Fizream parte da Mesa de Abertura a secretária municipald Mulher, Vanessa Monteiro, a secretária municipal de Educação, Adriana Queiroz,, o secretário adjunto de Assistencoa Social e Cidadania, Delmiro Rocha, entre outras autoridades.
A mesa de abertura reuniu representantes da Sala Lilás, Executivo e Legislativo municipal, Conselho Municipal dos Direitos da Mulher, Ministério Público e Vara Criminal de Marituba. Durante os pronunciamentos, a promotora de Justiça Regina Taveira fez um alerta contundente sobre o cenário da violência de gênero no país e no município.
Segundo ela, “não há uma mulher que nunca tenha sofrido uma violência em sua vida”. A promotora destacou que a Lei Maria da Penha define claramente os tipos de violência, reforçando que todas as mulheres — independentemente da classe social ou da origem — já enfrentaram alguma forma de agressão. Ela citou casos de mulheres que viveram em cárcere privado e só perceberam a violência após atendimento especializado.

“A violência se desenvolve em ciclos, e muitas vezes a mulher se engana achando que é amor ou ciúme”, afirmou. Somente em 2025, o Ministério Público registrou 107 medidas protetivas em Marituba. O município também contabilizou dois feminicídios, ambos cometidos pelos companheiros das vítimas. Regina lembrou ainda o caso das duas mulheres assassinadas no Cefet, no Rio de Janeiro, por um homem que não aceitava ser chefiado por mulheres. “Isso diz muito sobre a sociedade em que vivemos”, destacou.
Ela reforçou que os 16 Dias de Ativismo também são um chamado para os homens: “É o momento para reavaliar comportamentos que muitas vezes aparecem disfarçados de brincadeiras”. Para a promotora, o país vive um cenário de alerta: “A violência contra a mulher só cresce neste país, e em Marituba percebemos o quanto estamos mergulhados nesse problema”.

A secretária da Mulher de Marituba, Vanessa Monteiro, destacou o empenho da rede e o impacto das políticas implementadas no município. Segundo ela, “cada mulher atendida pela SEMU representa uma vida que se recusa a ser silenciada. Nosso trabalho é garantir que nenhuma delas caminhe sozinha”. Vanessa reforçou que a construção da política de proteção em Marituba é diária e coletiva:
“Não se trata apenas de combater a violência. É sobre reconstruir trajetórias, devolver dignidade e lembrar às mulheres que elas têm direito a viver sem medo. Aqui, cada caso é levado a sério, cada pedido de ajuda é uma prioridade.”
A palestra magna do evento foi conduzida pela especialista Dra. Ivna Lobato, que abordou estratégias de prevenção, enfrentamento e fortalecimento da rede de proteção. Em seguida, iniciou-se a rodada de painéis técnicos, com exposições da SEMU, CREAS, Pró-Mulher, Secretaria Municipal de Saúde e Sala Lilás. Cada órgão apresentou seus fluxos de atendimento, indicadores e os desafios enfrentados diariamente no acolhimento às mulheres em situação de violência.
O encontro também marcou a apresentação do Fluxograma Integrado de Atendimento, ferramenta que organiza e fortalece a atuação conjunta dos serviços municipais.
A manhã encerrou com um chamado coletivo: violência contra a mulher não é um problema privado — é responsabilidade de toda a sociedade. A gestão reforçou o compromisso de seguir ampliando políticas públicas que salvam vidas e de garantir que cada mulher de Marituba se sinta acolhida, protegida e respeitada.
Secretaria de Comunicação de Marituba
Fotos: Ary Brito






