Evento reuniu 43 projetos escolares que uniram sustentabilidade, cultura e identidade local
A Prefeitura de Marituba, por meio da Secretaria Municipal de Educação (Semed), realizou nesta quarta-feira (27) a 3ª Feira Municipal de Educação Ambiental (FEAMA), que este ano teve como tema “A Educação Ambiental como Ferramenta de Resgate da Identidade Mariuara”. O evento reuniu estudantes, professores e a comunidade escolar em torno de iniciativas que reforçam a importância da educação ambiental para o futuro do município.

Coordenadora do Departamento de Educação Ambiental da Semed, a professora Iramar Alves ressaltou que a feira é a culminância de um trabalho contínuo desenvolvido durante todo o ano nas escolas. “O protagonismo não é do departamento, mas das próprias escolas, que apresentam os projetos construídos a partir de suas realidades”, destacou.
Nesta edição, foram selecionados 43 projetos, divididos em três modalidades. Na categoria Escola Sustentável, 16 iniciativas propuseram melhorias no entorno das comunidades escolares. Já a Horta Escolar apresentou 10 experiências que integram o cultivo ao processo pedagógico e interdisciplinar. Por fim, a modalidade Artístico-Cultural contou com 17 apresentações que relacionaram meio ambiente e identidade cultural de Marituba.

Entre os destaques da programação, esteve o projeto “Plantas que Curam”, apresentado pela Escola Municipal de Ensino Fundamental Santa Lúcia. O professor João Carlos Lopes Santos, que leciona Educação Geral e também Educação Ambiental, explicou que a proposta busca valorizar os saberes tradicionais sobre plantas medicinais e aproximá-los das novas gerações.
“Nosso objetivo é fazer um resgate cultural para que esse conhecimento não se perca, mas continue passando de geração em geração. Trouxemos alunos do EJA, que já têm uma vivência e um saber, para compartilhar com os mais jovens. Quem visita nosso estande conhece plantas, chás e toda essa riqueza cultivada no seio do povo mariuara”, contou o professor.

O projeto também produziu uma pequena publicação com receitas simples de uso cotidiano, incentivando práticas preventivas de saúde. “É uma forma de socializar esse conhecimento e mostrar que tradição e ciência podem caminhar juntas”, completou João Carlos.
Entre os alunos que participaram da feira estava João Pedro Furtado dos Santos, de 11 anos, estudante do 5º ano. Orgulhoso de apresentar o trabalho de sua escola, ele mostrou curiosidade e encantamento pelo tema. “Aqui a gente aprende muitas coisas. Eu gosto da floresta, porque tem os bichos e as plantas que a gente pode usar para remédio. Deus providenciou isso de graça para a gente”, disse o estudante.
A feira movimentou centenas de pessoas ao longo do dia, incluindo alunos de todas as escolas do município, que se revezaram nos estandes para apresentar resultados, metodologias e impactos de seus trabalhos. “Marituba possui cerca de 22 mil estudantes, e a educação ambiental está presente em todas as unidades, mesmo naquelas que não expuseram projetos, mas vieram participar como visitantes”, reforçou a coordenadora Iramara Alves.
Além de valorizar a identidade local, a FEAMA dialoga com a agenda global de sustentabilidade. Marituba trabalha com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) desde 2021, antes mesmo de se tornar uma exigência nacional, e hoje seus alunos já conhecem e discutem temas ligados à Conferência do Clima (COP).
“Estamos vivendo um momento em que a lupa do mundo está voltada para a Amazônia. Marituba faz parte dessa região rica e mostra, por meio da educação ambiental, que a nossa identidade mariuara é também um compromisso com o meio ambiente e com o futuro”, concluiu a coordenadora.
Secretaria de Comunicação de Marituba
Fotos: Rafael Victor Fernandes






