Marituba tem reforçado as ações de vigilância epidemiológica contra a Malária e a Doença de Chagas. Atualmente, quatro unidades de saúde realizam exames para diagnosticar essas doenças no município, que são as unidades: Nossa Senhora da Paz, Cristiano Torres, Betânia e José Coelho Serrão, além do Hospital Augusto Chaves e da Unidade de Pronto Atendimento (UPA).

Em todos os seis pontos de monitoramento são realizados exames e orientações acerca dessas doenças, seus sintomas, formas de prevenção e tratamento. “Os pacientes que apresentam sintomas como febre por mais de sete dias, inchaço nos olhos e nas pernas, e problemas cardiológicos ou digestivos devem procurar as unidades de saúde indicadas para realização dos exames”, explica Luana Santos, agente notificadora e técnica de vigilância em saúde.

O exame para detecção da Malária e da Doença de Chagas é realizado por meio do teste de gota espessa, que analisa uma pequena amostra de sangue. Em caso de resultado positivo, o paciente é encaminhado para o tratamento adequado e, após sua conclusão, refaz o exame para verificação da eficácia do tratamento.
De acordo com a agente de notificadora, atualmente, Marituba não possui nenhum caso confirmado dessas doenças, “mas é importante que a população esteja atenta aos sintomas da doença e, caso necessário, realize o exame nas unidades de saúde indicadas”, disse Luana Santos.
Sobre as Doenças
A doença de Chagas é causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi e transmitida pelo inseto barbeiro. A transmissão pode ocorrer por duas vias: pela picada do inseto infectado ou por via oral, ao consumir alimentos contaminados, como o açaí. “Sempre alertamos a população sobre a importância de consumir alimentos de fontes confiáveis e higienizados corretamente”, reforça a profissional.
Já a malária é causada por protozoários do gênero Plasmodium e transmitida pela picada do mosquito Anopheles. Embora a transmissão na região não seja tão frequente quanto em outras áreas do Brasil, é essencial que viajantes que retornem de locais endêmicos estejam atentos aos sintomas e procurem atendimento médico em caso de suspeita.
A população pode colaborar com a prevenção dessas doenças evitando o contato com vetores transmissores das doenças. Medidas como o uso de mosquiteiros, telas de proteção e repelentes ajudam a reduzir os riscos. Além disso, é importante relatar a presença do barbeiro às autoridades de saúde para que medidas adequadas sejam tomadas.
Da Redação Comus
Fotos: Ary Brito




