Projeto da SEMMAS integra ações de arborização urbana com foco em espécies nativas e resgate histórico da região
Um espaço de cuidado com a natureza, de memória e de futuro. Assim pode ser definido o Viveiro de Mudas da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (SEMMAS) de Marituba, que integra um projeto maior de arborização urbana pensado para respeitar a identidade ecológica, histórica e cultural do município.

A secretária de Meio Ambiente, Renata Novas, explica que o viveiro é uma peça central na estratégia da SEMMAS para ampliar a cobertura vegetal da cidade de forma planejada e sustentável. “O Viveiro faz parte do projeto de arborização da cidade. Consideramos a memória histórica e cultural de Marituba, bem como o nosso contexto ambiental — clima, solo e as espécies endêmicas, aquelas que sempre existiram aqui desde a constituição geológica do território”, afirma.

Atualmente, o Viveiro Municipal produz cerca de quatro mil mudas, entre espécies florestais, frutíferas e ornamentais. A produção é orientada por critérios técnicos e científicos, com apoio de uma engenheira agrônoma que coordena o cultivo e os cuidados necessários para garantir a qualidade das plantas.

Cerca de 100 espécies estão sendo cultivadas no local. Entre elas, destaca-se o Umari, árvore que batiza a cidade e que, segundo a secretária, carrega um forte simbolismo. “Coletamos as sementes do Umari em incursões na floresta e produzimos as mudas aqui, com técnicas vindas das universidades”, detalha.

Além de abastecer os projetos de arborização urbana, as mudas do viveiro também são doadas para escolas, igrejas, comunidades e demais espaços públicos que se interessem em contribuir com o embelezamento e o equilíbrio ambiental da cidade. É uma ação que vai além da estética, promovendo educação ambiental e conexão com as raízes do território.

Para o professor pós-doutor, biólogo e ambientalista Marcos Sorrentino, atual diretor do Departamento de Educação Ambiental e Cidadania do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, viveiros como o de Marituba têm papel estratégico no fortalecimento da sustentabilidade local. “Dentro das propostas de meio ambiente e sustentabilidade do município, o viveiro tem uma importância enorme, uma importância real e simbólica”, afirma.
Sorrentino destaca o ciclo da vida como metáfora e prática. “A importância simbólica é a origem da vida, o tratamento da semente, o ciclo da vida. As folhas, a grama, todos os rejeitos que estão morrendo vão se transformar em substrato que vai alimentar a vida, alimentar a plântula, a muda, que depois vai constituir uma nova floresta, uma nova arborização, útil para todos, inclusive na cidade.”

O professor também aponta que os viveiros podem ser espaços de transformação social. “Na prática, ele pode ser um espaço de geração de trabalho e renda. Pode-se pensar em mudas de árvores que geram frutos comestíveis ou que deflagram uma cadeia produtiva que envolve o trabalho de muita gente. O viveiro é o coração do processo de regeneração da floresta — e da relação do ser humano com a natureza”, conclui.
Secretaria de Comunicação de Marituba
Fotos: Andreia Dantas, Gabrielly Maciel e Márcio Flexa




