A Prefeitura de Marituba, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), realizou, nesta semana, uma capacitação destinada aos Agentes Comunitários de Saúde (ACS’s) do município voltada as abordagens em casos de hanseníase e a prevenção da doença.
Em alusão ao Dia Municipal de Conscientização e Combate a Hanseníase, comemorado no dia 18 de janeiro, durante todo este mês de janeiro equipes de ACS’s irão distribuir panfletos informativos e vão orientar a população visando prevenir a doença.
A coordenadora do Programa de Controle a Hanseníase em Marituba, Nasaré Monteiro, explica que no dia 18 de janeiro o município irá promover ainda várias ações de conscientização em todas as unidades de saúde e ainda atendimento médico dermatologista para os casos suspeitos de hanseníase no Centro Especializado de Reabilitação (CER).
“Os atendimentos com médico dermatologista no CER serão realizados por meio de encaminhamento realizado por uma unidade básica. É imprescindível que a pessoa que possui algum sintoma, como a perda de sensibilidade, procure uma unidade de saúde mais próxima. Dessa forma é possível identificar a doença mais rápido e curá-la com maior rapidez”.
O Brasil é o segundo país com o maior número de casos no mundo, atrás somente da Índia. Segundo dados do Ministério da Saúde e da Organização Mundial de Saúde (OMS), em 2018 foram detectados 28.660 novos casos no território brasileiro, dentre estes, 1705 casos em menores de 15 anos de idade.
Infelizmente a doença ainda faz parte dos números em Marituba. De 2017 a 2021 foram diagnosticados 186 novos casos, segundo dados da coordenação do Programa Municipal de Controle da Hanseníase. A prevenção e o tratamento da doença são realizados em todas as 20 unidades de saúde do município e o tratamento é gratuito.
A patologia afeta principalmente os nervos periféricos e está associada a lesões na pele, como manchas esbranquiçadas ou avermelhadas, ressecamento e perda de sensibilidade.
O diagnóstico tardio pode deixar graves sequelas, especialmente a incapacidade física com deformidades em mãos e pés, podendo levar também à cegueira. Quem sofre com a doença, além de todos os problemas de saúde, ainda precisa conviver com o estigma e o preconceito.
Da Redação da Comus
Fotos: Ary Brito




