I Seminário da Educação Especial e Inclusiva é realizado em Marituba

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Primeiro dia do seminário, quadra da escola municipal Renausto Amanajás

Visando valorizar, socializar e dar visibilidade à prática pedagógica da docência do Atendimento Educacional Especializado (AEE), a Secretaria Municipal de Educação de Marituba (Semed) realizou nos dias 20 e 21 de setembro o I Seminário da Educação Especial e Inclusiva com o tema “Dialogando saberes docentes da Seção de Atendimento Educacional Especializado”.

O evento aconteceu em diversos espaços do município como a quadra da escola municipal Dr. Renausto Amanajás e a Biblioteca Municipal, onde ocorreu oficina de noções do sistema braile ministrada pela professora especialista em braile, Elis Regina.

Bengalas e outros recursos ultilizados para deficientes visuais

O objetivo da oficina foi mostrar a nação do sistema braile de forma contextualizada para técnica de leitura e escrita, ensinando sobre o alfabeto e numerais, além da noção do significado das cores da bengala utilizada por pessoas com algum comprometimento na visão, por exemplo, “pois os níveis de deficiência visual diferem, logo, há diversas formas de comunicação”, explica a professora Elis Regina.

Bengala branca: utilizada por pessoas totalmente cegas; bengala verde: utilizada por pessoas com baixa visão; bengala vermelha e branca: utilizada por pessoas com visão e audição comprometidas.

Na creche paz foi realizada a oficina “jogos pedagógicos” ministrada pela professora Aldenora Pureza

Antes do encerramento foram apresentados pelos professores do SAEE trabalhos em que são utilizados recursos que auxiliam no processo de ensino e aprendizagem do estudante com deficiência e valorizam as dinâmicas de ensino em que docentes criam suas práticas.

A escola municipal Maria de Fátima expôs no seminário o trabalho com a tecnologia como aliada no processo de desenvolvimento dos alunos com deficiência. Foram analisados recursos utilizados para o progresso dos alunos dentro e fora de sala, tornando imprescindível o olhar atento dos profissionais da educação em relação às necessidades dos alunos.

A escola Maria de Fátima tem a tecnologia como aliada no processo ensino-aprendizagem

Considerando que haja educação de qualidade, buscou-se a criação e utilização de recursos que contemplem os discentes em suas necessidades individuais”, diz uma das professoras à frente do trabalho, Cleice Alves.

Um desses recursos é “MFinger”, o jogo da memória desenvolvido para melhorar o cognitivo e a coordenação motora, visando estimular e melhorar o ensino dos alunos regulares e da educação especial, criado pelos alunos do projeto robótica na escola. A escola utiliza também como recursos o livro sensorial e o livro sensorial LIBRAS, que oferecem uma diversidade de atividades que contribuem de forma lúdica o desenvolvimento e aprimoramento de habilidades essenciais para o discente.

Mfinger sendo apresentada durante a 1ª Feira de Tecnologia Educacional de Marituba, no ultimo mês de agosto

São diversas as possibilidades de recursos para aplicabilidade no processo e progresso da educação inclusiva que têm unicamente como objetivo a vivência cotidiana com respeito às práticas de inclusão.

“Nosso trabalho tem sido pautado na construção do conhecimento para que os nossos alunos da educação especial sejam engrandecidos em sabedoria e autonomia da melhor maneira em qualquer ambiente social”, destacou a Secretária Municipal de Educação, Eny Leite.

Atualmente, o município de Marituba conta com 37 salas de aula que prestam apoio especializado para aproximadamente mil alunos. Nas Unidades Integradas Especializadas funcionam os atendimentos pedagógicos, de reabilitação física e psíquica e de assistência social.

O encerramento do seminário contou com a apresentaçao da banda inclusiva

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Texto: Ascom Semed

Fotos: Divulgação

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