No próximo sábado (16), a cidade de Marituba se prepara para reviver parte de sua história por meio de um circuito cultural, o “Circuito Histórico-Cultural Mariuara”, que consiste em visitas guiadas aos pontos históricos e culturais do município, uma oportunidade de mostrar para o público em geral a potencialidade histórica, cultural e turística de Marituba e promover o turismo cultural de Marituba para fortalecimento do evento COP-30 em 2025.
Nesta primeira fase, as visitas iniciarão pelo espaço remanescente da antiga “Colônia de Marituba” que deu origem ao bairro histórico de Dom Aristides.

A idealizadora do projeto e secretária de Cultura do município, Bárbara Besteiro, destaca que o grande objetivo do “Circuito Histórico-Cultural Mariuara” é “estimular o interesse pela história e cultura de Marituba, possibilitando o acesso a memória à toda comunidade, bem como fortalecer a produção da cultura”, comenta a secretária.
O Mariuara vem do hino oficial de Marituba “Brava gente, Mariuara” uma nomenclatura, assim como “maritubense” só que mais representativo. Daí o nome do projeto.
“Muitos dos personagens históricos locais estão levando consigo a história de Marituba. É preciso resgatar essa memória para fortalecer a nossa identidade como povo”, destacou a historiadora que será a guia do circuito, Izabela Nascimento.
Para participar do circuito e mergulhar na história deste importante ponto histórico na Região Metropolitana de Belém, os interessados devem se dirigir ao busto de Dom Aristides, localizado na Av. João Paulo II, 71, em frente ao Hospital da Divina Providência.

O nome de Dom Aristides é uma homenagem a Aristides Pirovano, nascido na Itália, que foi Capelão Auxiliar na Colônia de Hansenianos de Marituba. Ele é considerado pai benfeitor dos hansenianos e atribuem a ele a visita do Papa João Paulo II na colônia.
A Colônia de Marituba – A antiga cidade hospital foi construída, em Marituba, na Era Getúlio Vargas, no período de 1930, quando foram fomentadas as construções de asilos-hospitais que abrigariam os infectados pela então denominada lepra.
O local foi idealizado para abrigar 1000 doentes em uma área de 375 hectares de terras em mata virgem. As florestas serviriam como barreiras naturais, objetivando conter qualquer tipo de fuga do doente.
Em 1942 ,a Colônia de Marituba foi inaugurada com pavilhões que apresentariam em torno de 28 leitos, cada um com 14 quartos com portas externas e sem janelas, segundo os registros da época.

Haviam também acomodações que abrigavam pessoas solteiras. Os mesmos eram organizados por faixa etária e por sexo. Havia os pavilhões que abrigavam o sexo masculino, pavilhões que abrigavam o sexo feminino, os que abrigavam os idosos e outros que abrigavam as crianças. Muito desse patrimônio permanece ainda no local que hoje se chama bairro Dom Aristides.
O circuito é uma realização da Secretaria de Cultura (Secult), através da Diretoria de Diretor de Patrimônios Históricos e Culturais. A próxima fase do projeto será realizada no mês de abril, em ocasião do aniversário de Emancipação de Marituba e abordará o período histórico da Estada de ferro Belém Bragança e a formação da Vila Operária que deu origem ao município.
Serviço:
“Circuito Histórico-Cultural Mariuara”
ROTEIRO HISTÓRICO-CULTURAL NO
BAIRRO DOM ARISTIDES
História da Ex-Colônia de HansenianosData; Sábado, 16 de março de 2024
Local do Ponto de Encontro: Busto de Dom Aristides, na frente do Hospital da Divina Providência
Hora: 09 horas
OBS: Levar água, sombrinha, protetor solar e boné
Da Redação Comus
Fotos: Divulgação




